Já é ancestral o ditado “Quem casa, quer casa…”, mediante o pacto que a AECL fez com a Cultura, é extremamente necessário que a associação tenha os seus próprios aposentos, para melhor pôr em prática os objetivos traçados.

Fazendo parte da nossa missão a difusão e a prática da cultura, direcionada em certa parte a uma vertente de cariz amador/emergente, pensamos por bem que a melhor forma de cooperar e propagar a nossa missão é auxiliar os artistas “amadores/emergentes” e criar condições para que tenham oportunidade de colocar em prática a sua arte.

É neste contexto que surge a Casa do Artista Amador, esta casa será maioritariamente vocacionada, estruturada e direcionada à arte amadora/emergente. Servirá para albergar projectos culturais emergentes de cariz não profissional (músicos, poetas, pintores, atores, escritores, entre outros artistas). No contexto de toda a arte emergente, dando oportunidade de promover a Arte e a Cultura a todos os que a procuram, funcionando também como sede da AECL (entidade responsável pelo projeto)

Para melhor satisfazer essas condições, estará munida de um pequeno, mas versátil, auditório com o fim de estar preparado para os mais variados espetáculos: quer de música ou teatro, como também palestras, conferências, projeções, etc. Terá também salas de ensaios, um estúdio de gravação e produção musical, bem como uma sala audiovisual, ateliers e uma galeria para os mais diversos tipos de exposições, entre outras possibilidades que ainda estão em estudo.

Falemos então da parte em que a Casa do Artista Amador se torna uma realidade. Talvez este seja o aspeto mais difícil, ou talvez não, pois temos a noção que este projeto tem todas as possibilidades de vingar e de ser um bom investimento para quem ousar apoiá-lo.

Para que a satisfação seja sólida e perdure, teremos que nos afastar o máximo possível do sofisma dos subsídios dependentes, o que não quer dizer que não iremos recorrer ao que temos direito, para que a Casa do Artista Amador seja viável.

Temos em marcha vários projetos ao nível da associação para edificar a Casa do Artista Amador, atualmente o do LNMF é o que surge à cabeça, é o mais sólido e viável, porque os lucros (desde que não ponha em causa o próprio LNMF) que advenham deste evento serão canalizados para a Casa do Artista Amador.

Quanto aos outros projetos da associação, a maior parte deles ainda estão na incubadora, mas brevemente alguns serão expostos e postos em prática, pois queremos e necessitamos da nossa casa o mais rápido possível e sabemos que só o LNMF (que até poderá vir a ter condições para a fazer e por conseguinte a manter) é pouco para o timing reduzido e necessidades que temos a curto prazo. A Casa do Artista Amador é um projeto a curto prazo, num máximo de três a quatro anos terá que estar pronta.

É arrojado o projeto, temos essa consciência, mas parar é morrer e sonhar “ainda…” é um ato livre quer seja em grande ou de forma limitada. De uma coisa temos a certeza, nos sonhos o trabalho é o mesmo, querem eles se realizem ou não. Se os sonhos nos oferecem os projetos, na vida real temos a obrigação de os tentar concretizar o mais fiel possível, sobre pena de os mesmos sonhos, simplesmente nos trocarem por outras almas sonhadoras.